| Clima |
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Devido à elevada diferenciação de altitude, o concelho de Cinfães apresenta fortes contrastes térmicos e pluvio-métricos entre o vale do Douro e o topo da serra de Montemuro. O vale do Douro, mais quente no verão, é mais abrigado e sujeito a nevoeiros persistentes. Os cimos de Montemuro, mais frescos, experimentam os rigores invernais, muitas vezes com temperaturas negativas. A temperatura apresenta valores médios anuais na ordem dos 12,5° C. A precipitação total anual atinge, como valores médios anuais (1931-1960), 1200 mm nos vales do Paiva e do Douro e 2500 mm na serra de Montemuro. À medida que a altitude aumenta, as rugosidades da superfície do relevo provocam no seio das massas de ar uma turbulência que, directa ou indirectamente, dá lugar a movimentos de ascendência e subsidiência. Estes movimentos terão mais ou menos influência, em virtude da posição do relevo relativamente às trajectórias das frentes frias e das depress ões barométricas associadas. No caso da serra de Montemuro, os movimentos de ascendência provocam precipitações orográficas nas vertentes situadas a NW, enquanto que nas vertentes situadas a NE as precipitações provocam um abaixamento pluviométrico significativo. O ar carregado de humidade, vindo de oeste, à medida que vai ultrapassando os obstáculos de relevo, arrefece e se a temperatura do ponto de orvalho for atingida, dá então lugar ao nevoeiro, que se fixa nas depressões abertas a montante das grandes elevações. Trata-se de nevoeiro de irradiação, pouco espesso, predominando na Primavera, no Outono e no Inverno e, preferencialmente, de noite e de manh ã cedo.
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