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Chapelaria A trança é feita, geralmente, com três palheiras, sendo os 'canudos' aparados antes de empregue aquela nos chapéus, abanos ou cestas. Cose-se a trança com linha de doze(no caso dos chapéus) e oito(para as cestas). Transportavam as tranceiras o produto do seu trabalho à cabeça, ajoujadas serra fora, debaixo das 'carrolas' de chapéus, abanos ou cestas que levavam presas num panal atado sobre a obra pelos pontas. Iam duas ou três fazer as feiras, faziam todo o percurso a pé, demorando horas e horas a vencer o dorso montemurano. O que mais receavam, nas idas para as feiras de Nespereira e Castro Daire, era o vento da serra. Carregadas como iam com 'Carrolas' muito grandes o vento impedia o normal andamento, já penoso, originando tantas vezes perigosas quedas. Quando viam neve para os lados de S. Pedro, não se atreviam a passar a serra e as feiras ficavam por fazer. Do mesmo modo o nevoeiro no alto dos montes era desmotivador de qualquer travessia.
Cestaria Realizada por cesteiros, em quase todas as freguesias do concelho, em vime (cestas e açafates de variadas formas e tamanhos), em vergame de castanho (cestos e gigos) e de palha e silva (brezas).
Correeiros Correias de escala e de cabação, com chocalhos de bronze e aplicações de metal amarelo
Latoaria Candeias,lamparinas,almotolias,baldes,braseiras e cântaros,característicos de Porto antigo e Boassas.
Tamancaria Tamancos elaborados em cabedal grosso trabalhado e madeira de lodo.
Tecelagem Cobertores da serra lisos e carpados, em lã, carpetes, mantas, tapetes e passadeiras em tiras de pano. - Mantas,lençois e toalhas, em linho. - Capuchas (capas usadas na serra de Montemuro) em burel. - Rendas de algodão e de bilros
Odres Para transportar o vinho,em pele de bovino
Miniaturas em Madeira Miniaturas do Barco Rabelo, em madeira
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