| História |
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Cinfães, freguesia sede do concelho. A origem do nome parece ter sido Cynfanes. A vila de Cintiles procederá de nome pessoal, no genitivo Cintilanis ou seja "Cinfilanis villa". A meio da vertente, que se empina do Montemuro ao rio Douro, surge o burgo, ufano dos seus ínclitos horizontes. Com seu ar bucólico, os cheiros campesinos e toda a sua graça campesina, com casas trajando o rio, eiras amedondadas, canastros de tabuado com pés graníticos. Castanheiros a testar a correnteza do espaço. O terreno é retalhado por minifúndios, em que cada um possuiu o seu campo. Propriedades com a respectiva casa, riais ou menos patriarcal, o que transmite ao concelho uns latejos de ancestralidade. Quase todas as casas estão viradas para o rio Douro, e enquanto umas se apresentam com fachadas nuas, outras carregam, com dignidade os respectivos brasões. Da multiplicidade de casas, quintas e solares, destacam-se: Santa Bárbara (Sequeiro Longo). Casal (Casal de Civliies), Soalheiro (Cidadelhe), Chieira (Teixeiró), Bouças, Bouça, Paço (Travassos), Tintureiros, Fervença (vila de Cintiles), também conhecida por "Paço". Na área da freguesia aparecem topónimos que podem funcionar como interessantes pistas de pesquisa, como Contença, Travassos, Lagarelhos, Pedra Escrita (em Vila Viçosa), Pias (este talvez derivado de sepulturas abertas na rocha e, por ventura, ali existentes). Dos romanos ficaram as vilas de Cidadelhe. |













