Quer nas regiões altaneiras quer no vale surgem-nos locais que pelos materiais recolhidos em prospecção e em escavação nos sugerem uma ocupação pré-histórica do calcolitico e do bronze. Locais como Alto do Castelinho (Nespereira). Coroas (Ferreiros), Roda do Merouço (Nespereira) e Castelo Velho (Ervilhais. Nespereira) fornecem materiais como moinhos manuais oblongos e cerâmicas não torneadas que, por se encontrarem muito desidratadas pela exposição aos agentes erosivos, não permitem uma classificação segura. No Alto do Castelinho são ainda perceptíveis restos do amuralhado que certamente circundava o cabeço, já na Quinta da Cheira (Cidadelhe, Cinfães) foram exumados em contexto de escavação moinhos manuais, artefactos em sílex e materiais ceramológicos da idade do cobre e do bronze, associados a buracos de poste e a silos. | | | A romanização do território que constitui nos nossos dias o concelho de Cinfães deverá ter-se efectuado ao tempo de Augusto, imperador responsável pelo ordenamento territorial da Hispânia Romana, provavelmente entre 16 - 13 a.C., altura em que se encontra documentada a sua presença em território peninsular. Através dos elementos de que dispomos sabemos que os povoados da Idade do Ferro continuaram a ser ocupados após a ocupação romana do território sendo ampliados, nalguns casos, sob a sua influência. |
De igual ou talvez superior importância seria o Castelo de S. Paio, na freguesia de S. Cristóvão de Nogueira. Implantado na linha dos 400 m, domina o vale e o curso do ribeiro com o mesmo nome até este se juntar ao Douro, perto da Barragem do Carrapatelo. O povoado desenvolveu-se em torno de um maciço rochoso que lhe servia de acrópole e ocuparia uma área vasta, a atender pela dispersão do material arqueológico. Só são visiveis pequenos troços de uma das muralhas, voltada a Norte. Há notícia de abundantes achados no aro deste povoado como bases, capitéis. Colunas de várias espessuras, silhares almofadados, um forno, moedas e inscrições, que pela sua qualidade e importância têm despertado a atenção de arqueólogos e de epigrafistas desde os inícios deste século.
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